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AES Eletropaulo: despesa operacional afetou 3º trimestre


13 de Novembro de 2008 | 20:49

 

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O crescimento das despesas operacionais da AES Eletropaulo foi apontado pela companhia como o principal motivo pela queda do Ebitda e do lucro líquido no terceiro trimestre de 2008 na comparação com igual intervalo do ano passado. No período, as despesas operacionais registram alta de 21,7%, de R$ 1,298 bilhão para R$ 1,579 bilhão. Segundo o balanço, o destaque no incremento nos custos foi no item "outras despesas operacionais". Esta linha do balanço da companhia registrou incremento de 294,8% entre os trimestres, de R$ 24,4 milhões para R$ 96,5 milhões. "Dentre os principais motivos que explicam esta variação, destaca-se o efeito positivo da reversão de R$ 34,2 milhões referentes à recuperação de perdas no terceiro trimestre de 2007, comparada à contabilização de despesa de R$ 31,4 milhões relativas à baixa de perdas no terceiro trimestre de 2008", explicou a empresa no relatório do balanço. Outro fator que contribuiu para a queda no resultado foi a variação dos repasses de PIS/Cofins aos consumidores entre os trimestres, que compensou os efeitos positivos do reajuste tarifário de 8,01% aplicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no início de julho deste ano. O aumento de conta de luz, inclusive, é um dos fatores que explicam a expansão de 11,6% na receita líquida de R$ 1,757 bilhão para R$ 1,96 bilhão. Contribuiu também para a expansão da receita o crescimento do consumo de energia na área de concessão da companhia. A demanda do mercado total da distribuidora registrou expansão de 4,9%, para 10,509 mil GWh. Já o consumo no mercado cativo cresceu 5,9%, para 8,635 mil GWh. O destaque no período foi o incremento de 6,8% no consumo residencial, que somou 3,691 mil GWh. As vendas para o segmento comercial aumentaram 5,7% no período, para 2,542 mil GWh. Na linha financeira, a AES Eletropaulo registrou crescimento de 76,1% na perda financeira líquida, para R$ 66,6 milhões. O principal fator para este piora foi o incremento de 147,3% nas despesas cambiais e monetárias, para R$ 80 milhões. Esse aspecto, porém, não está relacionado a nenhuma perda com operação de derivativo, segundo o balanço da companhia.

 
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