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BB: não há nada de concreto sobre o Banco Votorantim


13 de Novembro de 2008 | 14:23

 

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O presidente do Banco do Brasil (BB), Antônio Lima Neto, negou hoje os rumores de que a instituição esteja para finalizar a aquisição do Banco Votorantim. "Não temos nada de concreto acontecendo." De acordo com o executivo, qualquer aquisição que o banco venha a estudar será informada ao mercado, assim como foi feito nos casos de Nossa Caixa e Banco de Brasília. Lima Neto acrescentou ainda que o fato do BB ter perdido a liderança para o Itaú Unibanco, após a fusão entre os dois, não significa que fará qualquer coisa para retomar a posição. "Não queremos colocar para dentro da nossa instituição algo que possa destruir o valor da companhia", disse. O presidente do Banco do Brasil admitiu que a união entre Itaú e Unibanco estabeleceu uma nova ordem de grandeza no setor financeiro nacional. Até esse anúncio, o BB era a maior instituição financeira do País. "Vamos crescer organicamente (ou seja, sem considerar aquisições) e olhando alternativas para ter essa mesma musculatura", disse. De acordo com o executivo, a fusão entre Itaú e Unibanco alterou o ambiente competitivo e fará com que o BB olhe novas oportunidades, mas isso não significa, segundo ele, que comprará "qualquer tipo de operação" só para retomar a liderança. "Temos no radar algumas questões, mas nada de material", afirmou. Segundo ele, as possíveis aquisições serão analisadas tendo em vista a agregação de valor e a entrada em nichos em que o BB não atua. Como exemplo, o executivo citou o Estado de São Paulo, onde o BB é o quarto colocado, e as operações de financiamento de veículos. Lima Neto ressaltou ainda que o BB não ficará estagnado. "Para sermos grandes temos que chegar a essa ordem de grandeza." Nossa Caixa Sobre a Nossa Caixa, o executivo afirmou que as negociações continuam e que a edição da Medida Provisória (MP) 443, aprovada ontem na Câmara dos Deputados, não adiantou nem retardou as conversas. "Estamos em processo de negociação e não temos como nos comprometer com um prazo", disse. Em agosto, ao comentar os resultados do segundo trimestre deste ano, Lima Neto havia afirmado que gostaria de concluir essa operação até o fim de novembro. Exportação O vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do Banco do Brasil, José Maria Rabelo, afirmou que não faltam recursos na instituição para o setor exportador. "Se o volume (de crédito) caiu, não é por falta de recursos (no BB)", declarou. Ontem, o Banco Central (BC) informou que a média diária de concessões de empréstimos via Adiantamento de Crédito Cambial (ACC) na primeira semana deste mês foi 51,3% menor que a média diária de outubro. Rabelo disse que o BB está mantendo as linhas de crédito e ainda dispõe de recursos que foram adquiridos nos leilões realizados pelo BC. Segundo o vice-presidente, a queda na contratação de ACC se deve a uma combinação de fatores, e não só a uma escassez de recursos no mercado. "Depende também da decisão da empresa de pegar esses recursos", disse Rabelo. Ele acrescentou que, apesar de haver recursos disponíveis no BB, é preciso também fazer uma análise de risco das empresas. Segundo o vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores do BB, Aldo Mendes, as empresas que precisam de linhas de crédito para o comércio exterior em prazos superiores a 180 dias ainda encontram no Banco do Brasil dificuldade para acessar os recursos para o financiamento de exportações e importações. De acordo com ele, a demanda de até 180 dias está sendo "plenamente atendida", mas o mesmo não ocorre para as linhas de 360 dias. Mendes explica que essa dificuldade existe porque o Banco do Brasil não tem conseguido captar no exterior nesse prazo maior nem no mercado interno, por meio das linhas oferecidas pelo Banco Central.

 
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