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BM&FBovespa eleva previsão de redução de custos


12 de Novembro de 2008 | 12:38

 

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A BM&FBovespa, resultado da união da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), elevou suas estimativas de sinergias pela integração das bolsas. As economias de custos esperadas para 2008 foram elevadas de R$ 50 milhões para R$ 95 milhões, de acordo com apresentação sobre os resultados do terceiro trimestre disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A principal diminuição de despesas até o momento veio do quadro de empregados. Entre maio e setembro, o número total de funcionários, incluindo os terceirizados, caiu de 1.826 pessoas para 1.507, o que significa uma redução de 17,5%. Os maiores cortes aconteceram na equipe de terceirizados, que foi reduzida em 31,1% nesse intervalo. Para 2009, a BM&FBovespa espera chegar a sinergias anualizadas de R$ 120 milhões, montante que deve subir para R$ 131 milhões em 2010. As projeções anteriores apontavam sinergias anuais de R$ 90 milhões e de R$ 125 milhões, respectivamente, a serem alcançadas nos próximos dois exercícios. Além do quadro de funcionários, outras áreas em que a BM&FBovespa vê importantes reduções de custos possíveis são tecnologia da informação e marketing. A BM&FBovespa calcula que o benefício fiscal gerado pela fusão entre as duas bolsas ficará em torno de R$ 5 bilhões. De acordo com expectativa do diretor-presidente da companhia, Edemir Pinto, esse valor deverá ser utilizado entre 5 e 7 anos por meio do abatimento integral do Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) gerado nesse período. O benefício fiscal foi possível só agora porque foi concluída a reestruturação da BM&FBovespa com a incorporação da Bovespa e da Câmara Brasileira de Liquidação de Custódia (CBLC) na última Assembléia Geral Extraordinária, realizada neste mês. "A partir do dia 1º de dezembro já seremos beneficiários desse ágio" disse o executivo. A BM&FBovespa teve lucro líquido de R$ 235,611 milhões no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 15,3% em relação ao lucro de R$ 204,336 milhões no mesmo período de 2007. A receita líquida de julho a setembro totalizou R$ 404,675 milhões, uma alta de 12,2% na comparação anual. O Ebitda no trimestre encerrado em setembro subiu para R$ 275,547 milhões, ante R$ 223,797 milhões.

 
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