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Chrysler precisa de ajuda para sobreviver, diz presidente


13 de Novembro de 2008 | 18:35

 

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O executivo-chefe da Chrysler, Bob Nardelli, disse hoje que a montadora norte-americana não deve sobreviver sem algum tipo de ajuda financeira do governo dos Estados Unidos, intensificando a pressão sobre o Congresso do país para socorrer o setor automotivo. "Será muito difícil (para a companhia sobreviver)", disse o executivo durante uma conferência realizada em Palm Springs, Califórnia. Ele confirmou que, diante da crise, a empresa será forçada a fechar mais fábricas. De acordo com o site de notícias MarketWatch.com, a companhia informou aos empregados que eles podem optar por um plano de demissões voluntárias até o dia 26 de novembro. Aqueles que aceitarem o pacote de benefícios serão desligados da empresa até o fim deste mês. A Chrysler disse que se não alcançar uma redução de 25% no quadro de funcionários por meio do plano iniciará um processo de demissões até o fim de dezembro. As montadoras Chrysler, Ford Motor e General Motors (GM) estão à espera de uma decisão do Congresso norte-americano sobre uma ajuda de bilhões de dólares para a indústria automotiva, que registra as menores vendas de veículos desde 1991. O presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, deputado Barney Frank, agendou para a quarta-feira da semana que vem (dia 19) uma audiência para discutir a questão. "Um eventual colapso da indústria automotiva dos EUA seria o pior acontecimento em um tempo em que a economia já está fraca", disse Frank recentemente. O futuro da Chrysler é incerto. Suas vendas seguem em queda e seu controlador, o fundo Cerberus Capital Management LP, quer vender sua participação na companhia. Houve negociações com a GM, que foram suspensas por causa da crise. Em uma carta aos empregados, Nardelli disse que continua a procurar parcerias, mas não deu mais detalhes. Os EUA respondem por mais de 80% das vendas da companhia, que caíram 26% no acumulado de janeiro a outubro deste ano. As informações são da Dow Jones.

 
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