A filial da General Motors do Brasil tem posições sólidas, com lucro há dois anos seguidos, mas poderá ser afetada numa eventual falência da matriz. Um dos impactos pode ser a determinação judicial de venda dos ativos do grupo, o que incluiria a subsidiária brasileira, assim como outras unidades. Segundo um advogado de um grande escritório de São Paulo, quebrar lá fora não significa necessariamente quebrar no Brasil, pois as empresas têm personalidades jurídicas diferentes. Ele afirma, porém, que a unidade local poderá fazer parte da massa falida e ser vendida para outro grupo. O especialista também afirma que a fábrica brasileira pode ter problemas de imagem. Se a mãe quebra, pode haver uma reação de falta de confiança, que resultaria em queda de vendas. O advogado pondera, entretanto, que a falência de uma montadora pode criar muita insegurança no mercado e que, certamente, há vontade política do governo e dos próprios credores de evitar a medida. Para consultores especializados no setor automotivo, mesmo que a situação da GM nos EUA chegue ao ponto de falência ou concordata, a filial brasileira não seria afetada, pelo menos de imediato. Apesar da indústria ser globalizada, as montadoras têm vida própria em cada região, diz Marcelo Cioffi, da PriceWaterhouseCoopers. Para ele, a unidade do Brasil pode até servir de exemplo na recuperação da matriz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
