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Eletrobrás prevê reverter prejuízo da Eletronorte


12 de Novembro de 2008 | 20:11

 

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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobrás, Astrogildo Quental, afirmou que a companhia trabalha com a perspectiva de reverter em 2009 o prejuízo das distribuidoras federalizadas da região Norte e Nordeste e da controlada Eletronorte. Para tanto, o executivo revelou que a holding federal já trabalha na adoção de medidas operacionais para melhorar a gestão das distribuidoras, e aguarda a publicação de uma medida provisória que reestrutura as regras dos sistemas isolados da Região Norte. "Essa MP irá corrigir os problemas estruturais dos sistemas isolados, estabelecendo as regras de transição para a futura conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN)", afirmou o executivo, durante teleconferência para analistas sobre os resultados da Eletrobrás no terceiro trimestre de 2008. Entre as medidas de gestão em análise pela companhia estão ações visando o combate às perdas de eletricidade e a redução da inadimplência nessas concessionárias. Para gerenciar a questão, a estatal criou este ano uma nova divisão, a diretoria de distribuição, que é comandada pelo ex-presidente da Eletronuclear, Flávio Decat. Na área de redução das perdas, Quental afirmou que, neste primeiro momento, a meta é reduzir para os níveis que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece dentro das tarifas. "Isso varia para cada concessionária, mas um porcentual de 25% é uma faixa adequada para se trabalhar", afirmou o executivo. Em relação à inadimplência, a holding federal trabalha com a meta de reduzir o não pagamento da conta de luz pela metade. Em paralelo, a companhia aguarda a publicação da MP dos sistemas isolados, em elaboração no Ministério de Minas e Energia, para equacionar as perdas que a companhia possui na área de geração, que impactam diretamente o resultado da Eletronorte. O abastecimento nos sistemas isolados gera um grande problema para a Eletrobrás, porque é feito com base na geração termelétrica. Como o custo da energia é muito alto, nem tudo é repassado para a tarifa das distribuidoras, provocando prejuízos à holding federal. A expectativa de Quental é de que, com a MP, os ativos de geração da companhia sejam adequadamente remunerados. "Traçando um paralelo, o custo da geração térmica no SIN já contempla um encargo, que é o encargo de serviço do sistema. É mais ou menos este desenho que se imagina na MP dos sistemas isolados", justificou o executivo. Quental também previu que a MP pode conter uma solução para os créditos de ICMS sobre a compra de óleo combustível para geração térmica. "Como não conseguimos compensar isso ao longo da cadeia de distribuição, registramos esse crédito tributário como perda", afirmou o executivo. A MP dos sistemas isolados seria uma etapa de transição até a interligação total da Região Norte ao SIN. A expectativa é que, ainda este ano, o sistema Acre/Rondônia seja ligado ao resto do País. Até 2012, a linha de transmissão Tucuruí - Manaus - Macapá conectará o restante da região, ligando os Estados do Amazonas e Amapá. A Eletrobrás divulgou na noite de ontem que registrou lucro de R$ 2,113 bilhões no terceiro trimestre.

 
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