A Gerdau informou hoje que o maior problema a ser enfrentado pelo setor siderúrgico é a retração da demanda e não a falta de crédito. Segundo o presidente do Conselho de Administração da companhia, Jorge Gerdau Johannpeter, a empresa quer evitar a realização de investimentos sem que exista uma demanda equivalente. "Temos parte dos recursos para investimentos assegurados e isso não nos preocupa tanto", disse. O plano de expansão da companhia prevê aportes de US$ 6,4 bilhões entre 2008 e 2010. A empresa informou que está atenta ao comportamento do mercado siderúrgico para avaliar se reduzirá os seus planos de investimento. Nas últimas semanas, várias siderúrgicas em todo o mundo anunciaram cortes de produção. No Brasil, um corte de 35% da produção foi anunciado pela ArcelorMittal Tubarão. Segundo o executivo da Gerdau, a demanda ainda está boa no Brasil, com exceção do segmento de aços especiais para o setor automotivo, que concedeu férias coletivas recentemente. "A cadeia é muito longa e estamos avaliando", disse. Ele mostrou-se mais confiante em relação ao desempenho do setor de construção civil, que recebeu apoio do governo. Jorge Gerdau destacou que sua prioridade para os próximos 90 dias é adotar medidas que aumentem a liquidez da companhia e reduzam os custos. "Estamos desacelerando projetos de dois ou três anos e concluindo rapidamente os que estão em execução", disse o executivo, que participou hoje de um seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para discutir atitudes positivas para enfrentar a crise financeira global. "Só penso em liquidez e custo."
