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Petrobras quer explorar logo dois novos campos


20 de Novembro de 2008 | 09:00

 

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A Petrobras estuda antecipar a produção em duas descobertas feitas este ano no sul da Bacia de Santos. Os projetos, batizados provisoriamente de Tiro e Sidon, têm boas perspectivas de óleo leve, tipo considerado prioritário pela estatal. Segundo o gerente do Ativo Sul da Unidade de Negócios da Bacia de Santos da companhia, Luiz Carlos Mendes, a produção nos dois campos pode ser facilitada pelo fato de estarem em águas rasas e próximos ao continente. A antecipação da produção de óleo leve é uma das estratégias da estatal nos últimos anos para reduzir o déficit de sua balança comercial e deve ganhar força no próximo planejamento estratégico da companhia, uma vez que garante maior fluxo de caixa em tempos de crise financeira. O Brasil é hoje importador desse tipo de petróleo, que é misturado ao óleo nacional nas refinarias para aumentar a produção de diesel, combustível escasso no mercado mundial. Ontem a Petrobras informou que o seu planejamento estratégico ainda está em elaboração, e por isso não existem informações suficientes sobre o adiamento de projetos de menor retorno, dando prioridade para os mais rentáveis. A informação foi divulgada na terça-feira pelo gerente geral de Novos Negócios da área de Exploração e Produção da companhia, José Jorge de Moraes Júnior. Segundo Mendes, a região sul da Bacia de Santos, em frente ao litoral paranaense, é “promissora” em óleo leve. A área já tem uma pequena produção, no campo de Coral, e descobertas em fase de desenvolvimento, como Cavalo Marinho e Estrela-do-Mar. O projeto Tiro teve uma descoberta anunciada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 13 de outubro. Já em Sidon, cerca de 50 km ao norte, a Petrobras encontrou indícios de petróleo no fim de setembro. O gerente da Petrobrás informou que a empresa estuda agora a concepção dos projetos para avaliar a antecipação da produção. “São oportunidades interessantes”, disse Mendes, após a audiência pública sobre Tupi, na noite de anteontem. Segundo ele, a localização geográfica pode acelerar o início de produção dos projetos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
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