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Novo método de impressão digital pode resolver casos antigos


05 de Setembro de 2008 | 17:08

 

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Por Michael Kahn

LONDRES (Reuters) - É uma descoberta que faria Sherlock Holmes ficar orgulhoso. Cientistas britânicos desenvolveram uma nova técnica de combate ao crime que permite que a polícia consiga levantar impressões digitais de balas mesmo se um criminoso limpou o cartucho. Autoridades na Inglaterra e nos Estados Unidos usaram o método para reabrir três casos antigos, incluindo um duplo assassinato nos EUA que a polícia agora mostra otimismo em resolver, informou John Bond, o físico que desenvolveu a técnica.

"Em um caso houve evidência suficiente que pode levar a uma identificação de um criminoso", disse Bond, pesquisador na Universidade de Leicester e consultor da polícia de Northamptonshire, na Inglaterra.

O método convencional de retirada de impressões digitais existe há mais de 100 anos e envolve a criação de uma reação química com o suor deixado em um objeto. A reação cria uma imagem que a polícia pode usar.

Mas se um criminoso limpa o suor, pouca substância sobra para uma reação química e, por isso, os métodos tradicionais se tornam inúteis, disse Bond em entrevista por telefone.

A nova técnica permite que a polícia supere os criminosos uma vez que ela é capaz de produzir uma impressão digital mesmo se não houver uma impressão de suor com que se trabalhar.

Os especialistas britânicos focaram em trechos de corrosão da espessura de um fio de cabelo que o suor frequentemente deixa em certos metais usados em balas e bombas.

A técnica envolve encobrir o metal com um pó fino e em seguida aplicar uma forte corrente elétrica que faz a poeira grudar nas áreas corroídas, criando uma potencial impressão digital, disse Bond.

"Esse pó muito fino somente gruda nas partes corroídas do metal, o que significa que só adere onde está a impressão digital", disse o cientista, cuja equipe publicou os resultados da pesquisa no Journal of Forensic Sciences e no Journal of Applied Physics.

A técnica não é à prova de falhas e algumas pessoas não secretam sal suficiente no suor para que ocorra uma corrosão do metal ao ponto da polícia conseguir uma impressão, acrescentou.

Mas para alguns casos considerados sem saída a técnica pode fornecer evidências importantes e indicar a pessoa que carregou uma arma usada em um crime, disse Bond.

Por Michael Kahn

LONDRES, 5 de setembro (Reuters) - É uma descoberta que faria Sherlock Holmes ficar orgulhoso. Cientistas britânicos desenvolveram uma nova técnica de combate ao crime que permite que a polícia consiga levantar impressões digitais de balas mesmo se um criminoso limpou o cartucho.

Autoridades na Inglaterra e nos Estados Unidos usaram o método para reabrir três casos antigos, incluindo um duplo assassinato nos EUA que a polícia agora mostra otimismo em resolver, informou John Bond, o físico que que desenvolveu a técnica.

"Em um caso houve evidência suficiente que pode levar a uma identificação de um criminoso", disse Bond, pesquisador na Universidade de Leicester e consultor da polícia de Northamptonshire, na Inglaterra.

O método convencional de retirada de impressões digitais existe há mais de 100 anos e envolve a criação de uma reação química com o suor deixado em um objeto. A reação cria uma imagem que a polícia pode usar.

Mas se um criminoso limpa o suor, pouca substância sobra para uma reação química e, por isso, os métodos tradicionais se tornam inúteis, disse Bond em entrevista por telefone.

A nova técnica permite que a polícia supere os criminosos uma vez que ela é capaz de produzir uma impressão digital mesmo se não houver uma impressão de suor com que se trabalhar.

Os especialistas britânicos focaram em trechos de corrosão da espessura de um fio de cabelo que o suor frequentemente deixa em certos metais usados em balas e bombas.

A técnica envolve encobrir o metal com um pó fino e em seguida aplicar uma forte corrente elétrica que faz a poeira grudar nas áreas corroídas, criando uma potencial impressão digital, disse Bond.

"Esse pó muito fino somente gruda nas partes corroídas do metal, o que significa que só adere onde está a impressão digital", disse o cientista, cuja equipe publicou os resultados da pesquisa no Journal of Forensic Sciences e no Journal of Applied Physics.

A técnica não é à prova de falhas e algumas pessoas não secretam sal suficiente no suor para que ocorra uma corrosão do metal ao ponto da polícia conseguir uma impressão, acrescentou.

Mas para alguns casos considerados sem saída a técnica pode fornecer evidências importantes e indicar a pessoa que carregou uma arma usada em um crime, disse Bond.

 
Ricardo Amorim, diretor da Concórdia Corretora
 

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