Como muita gente, eu acho que o lançamento do Chrome, o browser do Google, é um evento que vai ser lembrado por muitos e muitos anos no futuro. É um golpe direto na Microsoft, um potencial divisor de águas na curta mas intensa história da indústria da computação pessoal. Os americanos poderiam chamar o Chrome de game-changer.
Então, para dar uma dimensão do que o browser, esse programinha aparentemente simplório (digite o endereço, volta, recarrega... que mais mesmo?) significa para a web e para um gigante de 60 bilhões de dólares como a Microsoft, recomendo assistir ao documentário abaixo.
É a guerra dos browsers, um programa do canal Discovery. Está dublado em português.
O filme é um pouco longo (42 minutos), mas bem interessante. Quem mandou foi o Paulo Silvestre, um ex-colega aqui da redação. Ótima dica.
Usei o Chrome por algumas horas ontem. Também fui ao concorrido evento em que o Google anunciou seu novo browser. Em três anos de presença no Brasil, acho que nunca houve um evento de divulgação da empresa com tanta gente na platéia. Além dos jornalistas, foram convidados blogueiros (prometo voltar ao tema dos blogueiros "profissionais").
Mas então: vale a pena trocar de navegador?
A resposta genérica para esta pergunta é sim. Sempre vale a pena trocar de navegador, ou pelo menos conhecer as diferenças entre eles. Eu uso o Firefox 3 no trabalho e o Safari em casa, num Mac. Agora vou passar também a usar o Chrome. Pelos seguintes motivos:
. Ele é rápido. Seu motor de Javascript, o software que roda um código cada vez mais presente nos sites da internet, é mais moderno. Segundo o Google, é muitas vezes mais veloz que os concorrentes. Muita gente acha que a velocidade da internet depende só da conexão. Não é verdade. Tente acessar uma página atual num computador de cinco anos atrás. Nem com fibra óptica vai carregar com rapidez;
. Ele libera bastante espaço na sua tela. O Chrome foi desenhado de maneira bem minimalista. Há um perceptível ganho de área útil no computador. Eu chutaria entre 5% e 10%, mas só vendo mesmo para sentir a diferença;
. Ele é mais "moderno". Isso tem a ver com a tecnologia. O Chrome usa abas, como todos os outros navegadores. A grande diferença é que, quando uma aba dá pau, o browser não precisa reiniciado. Elas se comportam como se fossem programas independentes. Se uma trava, pode ser fechada sem que nada se perca. Para quem está habituado a usar pelo menos meia dúzia de abas abertas o tempo todo (meu caso), é um enorme avanço;
Dito isso tudo, é claro que muita coisa que está no Chrome já fazia parte do Firefox. Aliás, o browser do Google não tem extensões, aqueles programinhas que se acoplam ao navegador para algumas funções específicas. Também não é o único a tratar as abas de forma independente: o IE 8, cuja versão de testes já pode ser baixada, também é assim.
O guru das resenhas de produtos tecnológicos, o americano Walt Mossberg, do Wall Street Journal, estava usando o Chrome por uma semana antes do lançamento. Ele fez a análise mais completa que eu vi na rede. Se você quiser saber tudo, mas tudo mesmo sobre o programa, leia a coluna. Ah, claro. O veredicto dele é: ainda não é um grande browser. O Firefox e o IE8 ainda são melhores.
Mesmo num teste extremamente superficial que eu fiz, tendo a concordar. Mas repito: experimente um outro browser, especialmente se você estiver usando uma versão antiga do Internet Explorer. Sua vida não vai mudar, mas as horas que você passa na internet vão ter menos dores de cabeça e mas rapidez.
...esse sim, existe, chama-se Chrome e vai estar disponível para download a partir de amanhã. E não é da HTC (veja o post abaixo).
A informação saiu no blog Boom Town, da jornalista Kara Swisher, e logo se espalhou pelo resto do mundo.
O Google vai disponibilizar amanhã para download um browser. Sim, um navegador de internet, o mesmo programa que deu origem ao ataque da Microsoft contra a Netscape, que levou o Departamento de Justiça americano a mover uma enorme ação antitruste contra Bill Gates etc. etc.
É um movimento interessante no xadrez (War?) da web. O navegador, afinal de contas, é o programa que dá acesso à imensa maioria dos serviços oferecidos pela internet. E eles são cada vez mais importantes. Antigamente ele servia apenas para mostrar páginas com conteúdo informativo. Hoje, você pode usar o Internet Explorer, da Microsoft, para acessar o Google Docs, um serviço online que oferece versões rudimentares -- mas perfeitamente utilizáveis-- dos ubíquos Word, Excel e PowerPoint.
O que isso significa? Ora, de cara, dá para esperar uma maior integração desses serviços online com o browser do Google. Dá também para esperar uma integração maior do Google Maps, do Gmail, do Google Reader, do Orkut... Ou seja, dá para imaginar que o Google quer mesmo que você ligue o computador, abra um browser e esqueça para sempre todos os programas que estão no seu desktop.
Também dá pra perceber que o navegador é realmente essencial na estratégia do Google de oferecer tudo pela web. A empresa já tinha investido um bom dinheiro na fundação Mozilla, responsável pelo Firefox. Mas, pelo jeito, achou melhor ir para a guerra com o IE com armar feitas dentro de casa.
Já existe uma história em quadrinhos -- isso mesmo -- circulando pela rede com alguns detalhes técnicos do que será o browser do Google. Interessa aqui dizer que ele é open source, ou seja, o código poderá ser modificado à vontade. Também se sabe que ele vai ter todas as funções básicas que você encontra no Firefox e algumas novidades que vão aparecer no IE 8, a próxima versão do navegador da Microsoft. Uma delas? A possibilidade de navegar sem que nada fique registrado na sua máquina (bom para máquinas que têm mais de um usuário. Ou para aqueles que visitam sites inconfessáveis.)
O Google Brasil tinha marcado um evento para a quarta-feira, ao meio-dia, mas a data mudou para amanhã. Tudo nos leva a crer que vai ser o anúncio do browser. Amanhã tem mais novidades. É amanhã mesmo, conforme este post no blog oficial da empresa.
E faltou o endereço de onde você vai poder baixar o browser.
Está aqui.